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Nossa paixão por melhorar a qualidade de vida, tendências, análises, busca da conservação e recuperação ambiental serão compartilhadas por aqui.
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A lista de fauna ameaçada de SC atualizou!
Resolução CONSEMA Nº 315, de 26 de junho de 2026
A nova Resolução CONSEMA nº 315/2026 substitui integralmente a Resolução CONSEMA nº 02/2011, trazendo mudanças significativas tanto na estrutura quanto no conteúdo da lista oficial da fauna ameaçada de extinção de Santa Catarina. A própria resolução revoga expressamente a norma anterior.
Na prática, a Resolução CONSEMA nº 315/2026 tende a ampliar o número de espécies consideradas sensíveis durante o licenciamento ambiental, e importantes para pesquisa, especialmente em grupos antes pouco representados (anfíbios, peixes, invertebrados e fauna marinha). Isso aumenta a necessidade de levantamentos mais completos, identificação taxonômica atualizada e avaliação dos impactos sobre espécies oficialmente ameaçadas.
A atualização incorporou praticamente 15 anos de novos conhecimentos científicos produzidos por universidades, IMA, ICMBio e especialistas.
Confira a Resolução Consema clicando aqui
Você já identificou se sua área tem área de preservação permanente?
Análise Técnica: Os Impactos do PL 849/2025 na APA da Baleia Franca e o Desafio das APPs Urbanas
No cenário do planejamento territorial e do direito ambiental em Santa Catarina, os debates em torno dos limites da Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca ganharam um novo capítulo técnico. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão gestor da unidade de conservação, emitiu uma manifestação oficial a respeito da tramitação do Projeto de Lei nº 849/2025.
(Acesse a nota: Nota à imprensa e à sociedade sobre o Projeto de Lei nº 849/2025 e a APA da Baleia Franca (SC) — Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade ).
A proposta legislativa prevê a exclusão de mais de 30 mil hectares da faixa terrestre da reserva no Litoral Sul catarinense. Contudo, do ponto de vista técnico-jurídico e de regularização fundiária, o órgão ambiental alerta que a aprovação do projeto não representará uma solução automática para os complexos conflitos de ocupação e moradia consolidados na região.
Para a gestão de áreas protegidas, as discussões no Congresso Nacional demandam uma avaliação criteriosa dos impactos biológicos e socioeconômicos da alteração. O foco central deve ser o enfrentamento estrutural da ocupação irregular do solo na costa catarinense, e não apenas a alteração geométrica de mapas de zoneamento.
Sobreposição Legal: A Independência das APPs e o Código Florestal
O ponto mais crítico destacado na análise do ICMBio — e que serve de alerta para proprietários e investidores na região — diz respeito à hierarquia e independência das normas ambientais. A exclusão de terras do perímetro da APA não resulta em anistia, licenciamento automático ou regularização de edificações que estejam em desconformidade com a legislação vigente.
Essa limitação jurídica ocorre porque grande parte das habitações e empreendimentos em situação de vulnerabilidade legal ocupa Áreas de Preservação Permanente (APPs), tais como:
Margens de lagoas, rios, nascentes e espelhos d'água;
Áreas de restinga fixadora de dunas, dunas frontais ou áreas de proteção de mangues e manguezais;
Vegetações em estágio avançado.
As APPs são protegidas pelo Código Florestal Brasileiro (Lei Federal nº 12.651/2012) e possuem restrições de supressão e ocupação severas, aplicadas de forma independente à existência de uma APA. Portanto, mesmo em caso de sanção do PL 849/2025 e consequente redução da APA, os imóveis inseridos em APP continuarão sujeitos ao rigor das restrições e sanções federais previstas no Código Florestal.
A Conectividade Ecológica entre o Continente e o Mar
Criada no ano de 2000, a APA da Baleia Franca tem como objetivo primordial salvaguardar o principal berçário de reprodução e aleitamento da baleia-franca-austral (Eubalaena australis) no Brasil. No entanto, a consultoria ambiental reforça que a conservação marinha não ocorre de forma isolada da dinâmica terrestre.
A preservação dos ecossistemas costeiros continentais — que englobam complexos lagunares, banhados, estuários e campos de dunas — é indispensável para a manutenção da qualidade da água costeira. O carreamento de sedimentos e poluentes do continente afeta diretamente o habitat dos cetáceos.
Como a Centralis pode ajudar:
Diante de cenários de mudanças legislativas e alta complexidade regulatória, a realização de diagnósticos ambientais precisos, estudos de viabilidade locacional e análises de sobreposição de restrições (APA vs. APP) são fundamentais para garantir a segurança jurídica de qualquer propriedade ou projeto no Litoral Sul e evitar gastos desnecessários de dinheiro, tempo e energia.
Entre em contato com a nossa equipe técnica para entender os impactos dessas normativas no seu imóvel.